Escolher o nome de um negócio costuma ser um momento empolgante para quem está começando a empreender. Em geral, o nome nasce da ideia de explicar rapidamente o que a empresa faz ou onde atua. No entanto, um caso recente mostrou que essa escolha, quando feita sem estratégia, pode gerar um problema sério. O pedido de registro da marca “Las Vegas Athletics”, feito nos Estados Unidos, foi inicialmente negado porque o nome foi considerado uma marca genérica.
A decisão chamou atenção porque envolveu um projeto estruturado e de grande visibilidade. Ainda assim, o órgão responsável entendeu que o nome não possuía distintividade suficiente para garantir exclusividade. Esse episódio ajuda a ilustrar um erro comum entre empreendedores: acreditar que um nome lógico e descritivo sempre poderá ser registrado.
O que aconteceu no caso “Las Vegas Athletics”
Durante a análise do pedido, o examinador avaliou que o nome descrevia basicamente o local e o tipo de atividade exercida. Em outras palavras, o termo informava “onde” e “o que”, mas não criava uma identidade única. Por isso, o nome foi enquadrado como marca genérica, o que dificulta a concessão do registro.
Mesmo que o processo ainda possa ter novos desdobramentos, o alerta já está dado. Usar um nome no mercado não significa ter direito exclusivo sobre ele. Além disso, visibilidade e tempo de uso não substituem os critérios legais exigidos para o registro de marca.

Por que uma marca genérica costuma ter o registro negado
A principal função de uma marca é diferenciar produtos ou serviços. Quando o nome apenas descreve o segmento, a atividade ou uma característica comum do mercado, essa função se perde. É exatamente por isso que a marca genérica enfrenta resistência durante o exame.
Além disso, a legislação busca preservar a livre concorrência. Termos comuns não podem ser apropriados por uma única empresa. Caso contrário, outras marcas do mesmo setor ficariam impedidas de se comunicar com clareza. Por esse motivo, palavras amplamente utilizadas precisam permanecer disponíveis.
Consequentemente, quem insiste em uma marca genérica assume riscos. O primeiro é o indeferimento do pedido. O segundo é uma proteção frágil, mesmo que o registro seja concedido em situações específicas, o que dificulta a defesa da marca no futuro.
O erro mais comum de novos empreendedores
Muitos novos empreendedores escolhem nomes que explicam exatamente o que o negócio faz. A intenção é facilitar o entendimento do público. No entanto, essa escolha, quando não passa por uma análise jurídica, pode se transformar em um obstáculo.
Além disso, o registro costuma ficar para depois. Primeiro vem o nome, depois o logotipo, o site e as redes sociais. Só então surge a preocupação com o registro. Nesse momento, a empresa já investiu tempo e dinheiro em uma marca genérica, o que aumenta o impacto de um possível indeferimento.
Por isso, pensar no registro desde o início não é excesso de cuidado. Pelo contrário, é uma decisão estratégica.
Como evitar escolher uma marca genérica
Nomes criativos, inventados ou formados por combinações originais tendem a ter mais chances de aprovação. Eles não descrevem diretamente o serviço, mas constroem identidade. Além disso, facilitam a proteção jurídica e fortalecem o posicionamento da marca.
Da mesma forma, uma análise prévia de viabilidade ajuda a identificar se o nome corre o risco de ser considerado uma marca genérica. Esse cuidado simples pode evitar retrabalho, mudanças forçadas e perda de credibilidade.
Nesse sentido, o caso “Las Vegas Athletics” deixa uma lição clara. Mesmo projetos grandes enfrentam dificuldades quando o nome não atende aos critérios de distintividade exigidos no registro.
Sua marca está preparada para crescer?
Antes de lançar um negócio, vale refletir: o nome escolhido realmente diferencia sua empresa ou apenas descreve o que ela faz? Se for a segunda opção, existe uma grande chance de estar diante de uma marca genérica.
A Forza Registro de Marcas ajuda novos empreendedores a avaliarem o nome do negócio, evitarem escolhas genéricas e aumentarem as chances de aprovação no INPI. Registrar a marca desde o início transforma o nome em um ativo seguro e permite crescer com mais tranquilidade e proteção jurídica.
